Projecao Astral - Espiritualidade - Consciencia

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Faces

Publicada el 9 Ee junio Ee 2010 a las 14:25


Faces

 

   Dizem que o dom da Sabedoria é precedido pela capacidade de contemplação. Mais uma vez no íntimo me foi constatado isso.

  O que conto não é bem considerado um relato, mas também é fruto de um evento.  Pelas andanças do mundo espiritual, como de costume, eu estava dedicando-me aos meus afazeres, eis que, em um momento de intervalo, paro a observar ao redor de onde eu estava. Olhei de relance a observar alguns Anjos próximos que estavam reluzindo como estrelas da manhã, ícones de referência quanto à beleza do Paraíso e comigo pensei “Eles são a face da Luz”.  Nesse instante, já terminado meus propósitos, me senti bem atraído por um lugar em específico que vim a observar de cima. Prontamente propulsei de onde eu estava e desci até a determinada região, era uma colônia espiritual como se escondida sob múltiplos vales. 

  Uma vez que lá cheguei eu me assentei distante, sob o píncaro de um dos vales e passei a observar toda a colônia. Como era linda, os habitantes espirituais dela se compraziam em harmonia e dedicação uns aos outros. Indubitavelmente era de invejar qualquer organização de qualquer governo ou sociedades terrenas.

  Após mais alguns instantes de observação, eu me foquei atentamente a um evento em especial que ali ocorria. Eu observei uma movimentação mais agitada e percebi dois espíritos euforicamente se encontrando, se abraçavam calorosamente e no mesmo instante ambos se puseram a chorar emocionadamente.Um dos espíritos, um era homem outro uma mulher, aparentava-se mais velho que o outro. A emoção de ambos era deveras contagiante que demais habitantes próximos iam de encontro aos dois, a ajudá-los e a recebê-los e até com eles se emocionavam.

  Foi vendo isso que me senti invariavelmente curioso em saber os por quês de toda aquela emoção envolvendo o casal de espíritos. Eis então que me pus a buscar o histórico desses espíritos.

  Então de pronto saí de onde eu estava nos frames do tempo e espaço, usando de recursos alguns meus, e entrando na freqüência de ambos pude acessar o passado em questão.

  O tempo era meados do século XV, o espaço era a Europa, e o evento era a Peste Negra e as guerras encarnecidas. Eis que ponho a observar uma senhora curvada pela dor e pela idade, tendo em seus braços um jovem rapaz, cujo corpo estava ferido e desfalecido. O rapaz era uma vítima da peste, e fora ferido em uma confusão e então estava encontrando seus ceifadores naquele momento, enquanto sua mãe desesperada o segurava. O rapaz havia tido uma breve vida de conturbações, violências e malícias, o que causava dor em sua mãe, frágil em sua saúde.

Aos braços da mãe eu apenas via lágrimas de ambos a escorrer, ela debruçando-se em lágrimas e ele o mesmo, no entanto a única coisa que ele pedia era perdão, perdão, perdão. O rapaz tentou dizer algo a mais, contudo foi-lhe ceifado o espírito, já tinha de partir. A mulher, e mãe, nada mais fez que se desesperar mais e mais.

  O espírito do jovem rapaz após sua passagem ficou preso em regiões umbralinas por muito tempo, pois ele havia lhe agregado tal karma e condição. Muito embrutecido pela ignorância ele penou e vagou pelo Umbral, em hospitais extrafísicos e em zonas de tratamento.

  A mulher após a vida na época citada passou brevemente por zonas de tratamento, teve uma encarnação no intertempo e agora estava já há um tempo na referida colônia sob os vales.

  O rapaz com muita luta e labor havia conquistado o mérito de ir para o mesmo lugar em que sua outrora mãe se encontrava, eis que então se reencontravam, visivelmente tomados pela emoção. Naquele momento na colônia eu pude ouvir o rapaz ao abraçá-la dizer com a voz trêmula: “obrigado Pai, obrigado Pai, obrigado Pai”.

Foi então que comigo eu pensei “O amor deles é a face de Deus”.

  O que é a face de Deus senão o mais singelo, sincero, puro e devotado amor de uma mãe e um filho?

O que é a face de Deus senão o clamor do perdão e a contemplação da gratidão?

  Buscamos a face de Deus em belezas que estão tão distantes, em belezas que não são de fato nossas. Olhamos a face dos outros, quando belas e luminosas, a fim de vermos a face de Deus. Quando na realidade a face de Deus está contida dentro de nós, em nossas próprias faces, em nosso amor pelo próximo.

  Não façamos da vida um teatro de máscaras, vamos dar a nossa face a tapas. Pois é buscando nossa real face, que temos a chance de ver a face do Altíssimo.




Por Pacem


Categorías: Poemas e Poesias

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4 comentarios

Responder Marco
19:10 Eel 10 Ee junio Ee 2010 
Execelente!

isso foi uma projeção? ou foi uma criação inspirada em algum filme, texto lido? ou psicografia? muito bom cara realmente disse tudo!
Responder ★ Propietario
15:32 Eel 9 Ee junio Ee 2010 
Muito bom Pacem, tu tem o dom das palavras certas nas horas certas! Parabens! [2]

Uma verdadeira Lição de Vida e Espiritualidade, que isso sirva de inspiração pra todos. " Um dia eu chego lá " heheheh

Abraço
Responder Thomas
14:55 Eel 9 Ee junio Ee 2010 
Realmente muito bom!!!
Responder DareDevil
14:46 Eel 9 Ee junio Ee 2010 
Muito bom pacem, tu tem o dom das palavras certas nas horas certas! Parabens!