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POLARIDADE E EVOLUÇÃO

Publicada el 24 Ee agosto Ee 2013 a las 12:25


POLARIDADE E EVOLUÇÃO

Desde que a história da humanidade terrestre é conhecida, o conceito de bem e mal se faz presente. Lemúria, Atlântida, Sodoma e Gamorra, exemplos de civilizações/cidades que a luta dentro desta POLARIDADE provocou os seus fins, muitas vezes justificados pela interferência divina.

Na literatura espiritualista/religiosa é comum observarmos também a espiritualidade dividida em Trevas e Luz, Céu e Inferno. As Trevas (Inferno) como o local povoado por entidades de vibrações negativas, mais densas, onde predominam as expiações, através principalmente de sofrimentos morais, vivendo tormentos ocasionados pelas atitudes dessas consciências ao longo de sua passagem na carne. A Luz (céu/paraíso) um local onde predominam seres de alta sabedoria moral, que de alguma forma estão orientando aqueles que ainda na carne, buscam o caminho da evolução.


É interessante notar que esta dualidade entre o bem e o mal permanece além túmulo, onde seres infernais existem como verdadeiras sanguessugas das energias daqueles que povoam suas terras, e ao mesmo tempo, coexistem com entidades de alta magnitude que estão sempre atentas a fazer o resgate daquelas consciências perdidas na confusão mental que se estabeleceu em si mesmas, proveniente de seus desatinos em vida física e que continuam após o desencarne.

O que proponho neste texto é uma abordagem diferente desta polaridade, relacionando-a com a nossa evolução.


A primeira pergunta a fazer seria o que é a EVOLUÇÃO?


Se formos pegar a resposta com algum sábio hindu, talvez ele dissesse que evolução é você controlar o seu ego. Um esotérico talvez falasse que evolução é você aproximar da sua essência divina. Um espírita talvez afirmasse que evolução é o auto-aperfeiçoamento gradativo intelectual e moral, deixando sua condição inicial de "simplicidade e ignorância" para se elevar à condição de pureza espiritual. Um católico poderia falar que evoluir é você seguir os ensinamentos de amor de Jesus.

Vejamos que em todas as respostas se busca algo parecido com uma perfeição.

 

 

E aí está o ponto chave, o que seria esta PERFEIÇÃO?


Será que para buscarmos esta perfeição, teríamos que necessariamente desequilibrar a balança da polaridade para o bem?


Se você teve paciência de ler este texto até aqui, meus sinceros agradecimentos. A partir de agora entrará minha opinião a respeito disso tudo. Minha opinião não é proveniente de nenhuma espécie de canalização espiritual, nem tampouco de alguma fonte divina. Ela é apenas fruto daquilo que sou (ou estou), de todas as experiências e estudos que fiz em minha existência, o que também não deixa de ser apenas uma visão passível de uma porção de equívocos. Apenas solicito que já que chegou até aqui mesmo, continue. Se possível, leia refletindo como mais uma possibilidade da verdade, como tantas outras que estão a nossa disposição.

Acredito que não há como fugir da polaridade entre o bem e o mal porque ela está dentro de nós. Se buscarmos um lado deste equilíbrio de forças negando o outro, nos tornamos incompletos.


Farei uma analogia para melhor entendimento do leitor. Não importa se você acredite em vidas sucessivas ou não. Imagine que ao longo desta vida ou de outras nascemos com um BRAÇO ESQUERDO bastante desenvolvido pelas nossas experiências adquiridas ao longo de nossa existência (em vidas sucessivas, ou desde o nascimento). Este braço simboliza a polaridade do mal. São todas as nossas reações negativas: raiva, medo, inveja, orgulho, etc. Estas reações são muito conhecidas por nós, convivemos com elas já há muito tempo. Quando estas reações negativas chegam a nos desequilibrar, e isso é muito fácil de ocorrer, a consequência provável disso é a interferência também em nosso semelhante, gerando sofrimentos. O sofrimento nasce necessariamente desse convívio com o semelhante, pelo descontrole das emoções negativas (neste caso).


Entretanto, já faz um tempo que estamos desenvolvendo, ou melhor, conhecendo o nosso BRAÇO DIREITO. Nele estão simbolizados outros tipos de reações, as nossas reações positivas: compaixão, união, esperança, amor, etc. Estamos reconhecendo isso em nós cada vez mais, como se tivéssemos despertando para novas possibilidades da nossa consciência. Isso é muito bom! Estamos conseguindo reconhecer um pouco das nossas ligações emocionais descontroladas com nossos semelhantes (principalmente familiares) através do despertar deste lado positivo.


Esta é nossa evolução, conseguir através do autoconhecimento perceber os DOIS braços que temos: o braço esquerdo, que são nossas emoções negativas, e o braço direito que são nossas emoções positivas. Lembre-se, a analogia dos braços é somente para maior entendimento.


O problema é que ao nos deparar com a positividade dentro de nós, estamos fazendo o mesmo equívoco que fizemos quando a negatividade nos dominava. Estamos negando um dos “braços” e gerando desequilíbrio da balança da polaridade novamente. Há um verdadeiro deslumbramento pelo reconhecimento do amor, alegria, compaixão dentro de nós, de forma tal que quando voltamos a sentir: orgulho, raiva, indignação, inveja, consideramos isso algo muito errado, e negamos a existência deles. Passamos novamente a termos apenas um BRAÇO, e estranhamos que isso não está provocando paz em nossos corações. Além disso, ao negar a negatividade, ficamos presas fáceis àqueles que se alimentam dela.


Você poderia falar: “Mas, quem vibra Amor, recebe Amor!” Não duvido disso. O problema é que emoções negativas fazem parte de nosso ser, e estaremos tendo experiências assim inevitavelmente, pelo menos como seres humanos. Podemos ver nosso filho pequenino no chão engatinhando e ficarmos muito felizes com aquele momento, e ao mesmo tempo, se ele cai ao tentar se levantar e bate a cabeça, ficamos imediatamente com medo dele ter se machucado. São reações positivas e negativas que fazem parte de nosso ser. Esta do exemplo talvez seja muito fácil reconhecermos em nós. Já a inveja, o orgulho, o egoísmo, são bem mais complicadas de reconhecermos. Normalmente nós negamos.


Desta forma, meu querido leitor, chego finalmente a minha definição de perfeição. Perfeição para mim não é o bem, a LUZ. Nem acredito que a imperfeição é o mal, as TREVAS. Acredito que somos SOMBRA e LUZ, que somos bem e mal, que somos a polaridade. Por sinal, bem e mal são apenas palavras para descrever energias com vibrações antagônicas. A perfeição seria o autoconhecimento pleno do que somos. Desta forma, todas as nossas reações, sejam elas positivas ou negativas não chegarão a um ponto de interferência direta ou indireta aos nossos semelhantes, porque estarão dentro do nosso total conhecimento do que somos. Inclusive nossas reações não provocariam a perda de nossa paz interna, porque também reconheceríamos que elas são inerentes ao que somos (ou estamos), e desta forma poderiam ser controladas.


Evoluir é nos conhecer, reconhecendo aquilo que somos, e desta forma, vencendo qualquer tipo de bloqueio que impede isso. Os bloqueios nascem da negação daquilo que observamos em nós mesmos. O agente para fazer esta observação é nosso coração. Não é a toa que a localização do coração no ser humano está no centro de nosso campo energético (chacras) e do nosso corpo humano.

Inclusive, amigos, se este texto não despertou nada no seu coração, nem sequer uma indignação, mil desculpas pelo seu tempo perdido. Mas, se algo foi sentido aí dentro, negativo ou positivo, fico feliz por isso, porque este foi o objetivo dele.



Por Rafael Aidar

Categorías: Reflexões

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1 comentario

Responder Lucas Borges
17:30 Eel 24 Ee agosto Ee 2013 
Muito bom,eu realmente já tinha pensado nisso um certo dia,guando vi um video de um certo mago explicando certas coisas,e uma coisa que eu Gravei foi LEMBRE-SE: pra uma LAMPADA ACENDER precisamos da energia positiva e negativa o equilíbrio entre elas.
e até hoje levo isso não tento julgar guando vejo alguém fazendo MAL mais sim entender o motivo pelo qual ele chego aquele ponto!