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Meios e Fins

Publicada el 5 Ee agosto Ee 2013 a las 23:35

MEIOS E FINS


"Os fins justificam os meios". Esta frase ficou famosa como uma alusão de que "certos" fins podem, ou devem, ser alcançados através de métodos não convencionais, ou anti-éticos, ou violentos.

Aqui neste texto gostaria de fazer uma abordagem diferente desta frase, convidando o leitor a analisar que as finalidades que quase todos os seres humanos almejam em suas vidas são muito parecidas, por diferentes meios.


Se perguntarmos a qualquer ser humano o que ele busca em sua vida, quase todas as respostas serão algo que provocará paz, liberdade e felicidade. Mesmo que a resposta seja relacionada à saúde, prosperidade financeira, conhecimentos, amor conjugal, o objetivo final de cada um acaba convergindo para algo muito próximo a ser livre, feliz e estar em plena paz.


E por que será que ainda não temos paz, somos livres e felizes?


Ora, se todos os seres humanos buscam isso por que ainda não alcançamos o estado pleno destes sentimentos em nossas vidas?


Diria que a resposta está na famosa frase acima, que ficou símbolo do maquievalismo: "
Os fins justificam os meios". Só que estes fins acabam não sendo alcançados nunca porque ficamos presos nos meios para alcançá-los.


Todos somos uma espécie de mestres com capacidades de ensinar a alguém através de alguma atitude que possa despertar o que está adormecido em cada um, e que por razões diversas já despertou em nós. Assim como podemos aprender com o outro da mesma maneira. Acredito que todos estamos conectados como células vivas de algo maior, buscando a mesma coisa (talvez até mesmo este "algo" maior também busque), só que patinamos neste caminho por desprender muita energia na forma de alcançar. Nossas crenças não são tão importantes assim, se buscamos a mesma coisa. O conhecimento que tanto buscamos em livros, palestras, estudos, é também apenas um meio de despertarmos em nós este lado inconsciente que nos prende em conceitos, doutrinas, dogmas, pensamentos que ficam em um processo apenas mental.

Não que a maneira de se chegar em algo não seja muito importante. Ela é imprescindível em qualquer processo de expansão de nossa consciência sim. O problema é que nos ligamos tanto aos meios que perdemos a noção de onde queremos chegar. E as consequências disso são que a felicidade, a paz, a liberdade, o amor ficam mais no campo das ideias e apenas dão alguns suspiros em nosso coração.

Sendo assim, remeto o leitor para outra famosa frase: "Cogito, ergo sum" que significa "Penso, logo existo". A citação é uma conclusão do filósofo e matemático francês Descartes alcançada após duvidar da sua própria existência, mas comprovada ao ver que pode pensar e, desta forma, como ser pensante, existir indubitavelmente. O simples fato de pensar pode realmente comprovar que estamos existindo, mas isso não nos faz estar conectados aos demais iguais que convivem conosco. Há milênios pensamos e há milênios não alcançamos o que almejamos de uma forma definitiva dentro de nós.

Desta forma, trocaria a frase de Descartes para: "Sinto, logo existo."

Tudo que almejamos passa de apenas ideias para chegar em algo muito mais duradouro que é o sentir. No sentir as palavras perdem o significado, assim como os estudos, o conhecimento adquirido. Nós não só estamos conscientes de tudo que ocorre conosco e a nossa volta, como entendemos nossos iguais porque sentimos o que se passa em cada um deles. O entendimento de algo é pobre, porque é apenas um estado mental, um pensamento que está baseado em toda nossa história existencial. Já o sentir não precisa de explicações, ele simplesmente é.

Uma relação sexual , por exemplo, geralmente é prazerosa fisiologicamente. Entretanto, ela será muito mais intensa se nos conectamos ao outro em perfeita sintonia de amor, sentindo isso em nossos corações. Se vamos levantar nossas mãos para alguém para doar energias, há um fluxo energético do doador para aquele que se coloca como recebedor. Este fluxo magnético por si só já ajuda a harmonizar energeticamente quem recebe. Porém, se fazemos isso sentindo o amor dentro de nós, gratos pelo oportunidade única do auxílio, há uma sintonia muito mais intensa de ambos, e além de energias captadas nos chacras, o recebedor agora, se estiver plenamente aberto para isso, poderá sentir também o amor enchendo seu coração. E esta experiência passa a ser muito mais intensa do que "apenas" uma troca energética.

Quem de nós não sonha com um mundo onde possamos sentir o que o outro sente, estando cada vez mais conectados em uma condição plena de paz e amor? Quem de nós não quer ser totalmente livre, sem qualquer tipo de bloqueios mentais que nos fazem temer, que nos impedem de estar plenos e identificados com o que somos, passando do estado de julgamentos, para o estado de conexão com o outro, por sentir exatamente o que se passa com ele e desta forma identificando-se nele?

Será que o percurso do amor, da liberdade e da paz plena são tão longos assim, ou nós que estamos tornando-o assim, quase impossível de ser alcançado, porque nos identificamos tanto com os meios de alcançar que não passamos do campo das ideias para o sentir?


Por Rafael Aidar

Categorías: Reflexões

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