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REENCARNACAO

Publicada el 5 Ee diciembre Ee 2012 a las 13:05


REENCARNAÇÃO

Por que será que a reencarnação é tão ferozmente combatida por algumas religiões? Esta questão e muitas outras já foram ponto de muitas reflexões.



Muitos anos atrás, mais precisamente no século XVI, Nicolau Copérnico desenvolveu a teoria do heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava a Terra como o centro). Esta teoria chocou o mundo na época, ainda profundamente egocêntrico, provocando uma grande reforma no conceito religioso de que o ser humano é único, e a Terra o principal astro do Universo.


Para nós espiritualistas, um novo marco para a humanidade foi a codificação de Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido pelo seu pseudônimo Alain Kardec. Através de mensagens de espíritos, psicografou obras muito importantes para a elucidação do que vem a ser a reencarnação e quais seus propósitos para o ser humano.


Dentro da codificação de Kardec, o Livro dos Espíritos traz várias indagações que tratam do tema:

132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?


“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”


A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de

se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.

 

Desta forma, a função da reencarnação é o melhoramento individual do espírito, que através das passagens da carne estaria tendo novas oportunidades dadas pela Justiça Divina para alcançar a perfeição.


Dentro deste contexto há outra pergunta muito importante no Livro dos Espíritos:

175 a) - Não se seria mais feliz permanecendo na condição de Espírito?

“Não, não; estacionar-se-ia e o que se quer é caminhar para Deus.”

 

Na condição de espíritos vivendo no mundo espiritual, segundo Kardec não conseguimos evoluir, estaríamos estacionados na marcha da evolução.


Estes dois pontos são muito importantes para conseguirmos definir as razões de reencarnarmos sucessivamente, e entendermos porque algumas religiões cristãs não aceitam de forma alguma a reencarnação.


Um dos principais fundamentos utilizados é o temor a Deus. Este fato foi profundamente incorporado ao conceito de Deus como uma entidade implacável que julgaria seus filhos (criações suas) por seus atos. O temor a Deus torna-se assim uma importante forma de controle sobre a humanidade, o que foi e ainda é bastante importante para controlar os atos impensados do ser humano.


Entretanto, fazendo o ser humano de sua capacidade intelectual e investigativa, principalmente  de seu próprio interior, é inadmissível um conceito de Deus como algo externo a sua própria criação. Ora, se somos frutos de alguém que nos criou para que pudéssemos caminhar, fornecendo total liberdade para nossos atos, não há de se falar em julgamentos do Criador. As ações de cada ser humano são atos de responsabilidade pessoal, e estando desvinculadas desta força criadora divina (que baseada em um ato de Amor Universal possibilitou sua criação), terão como consequências alguma força justa baseada nos próprios atos cometidos.  


Estão implementadas, desta forma, as 2 Leis Máximas que regem o universo que conhecemos, pelo menos nas experiências carnais: A Lei do Livre Arbítrio e a Lei da Causa e Efeito.


Entretanto, mesmo com toda a codificação de Kardec, ainda ficava uma dúvida martelando a cabeça: Se reencarnamos para melhorarmos, para evoluirmos, não seria mais fácil voltarmos à carne lembrando de todas as existências vividas, para evitarmos novos carmas, e novas ações da Lei de Causa e Efeito pelo mau uso da Lei do Livre Arbítrio? E foi aí que me deparei com a pergunta do Livro dos Médiuns n° 175a, já mencionada neste texto que diz que a vida espiritual não nos fornece condições de evoluirmos, ficando estacionados caso não reencarnemos. E qual seria a razão disso? A resposta é mais simples que parece. Lá, nós lembramos!


Desta forma remeto para o início deste texto. Copérnico foi bastante criticado por ter falado que o Sol era o centro do universo. Kardec não pôde ser mais explícito em sua codificação. Em cada existência do espírito, as atitudes provocadas pelo desvio das ações baseadas no amor alimentam a sombra interna de cada um. Esta sombra é formada pelos conflitos e sofrimentos que criam verdadeiros laços de afinidade com outros espíritos. Estes laços no mundo espiritual são correntes formadas por sentimentos tão fortes, que somente o esquecimento em uma nova reencarnação poderá trazer a possibilidade de reforma. E através dos laços familiares, onde o amor já está presente desde o acolhimento de um filho, ou da união entre homem e mulher, a reforma íntima do amor e do perdão torna-se uma possibilidade concreta.


Por isso, não percamos tempo meus amigos. Mais uma reencarnação aqui estamos, para saldar dívidas e podermos caminhar para um mundo em que sofrimento e doenças deixarão de existir. Através do sentimento sincero da reforma íntima, estamos cada vez mais nos conhecendo, e transmutando os sentimentos grosseiros por sentimentos de amor. Se não perdoamos, muitas vezes, uma falha de alguém que amamos como uma esposa, pais, irmãos, imagina se soubéssemos que este mesmo foi nosso carrasco ontem? É hora de abertura de nossa visão, e principalmente de nosso coração!


Com carinho, Rafael

Categorías: Terapia de Vidas Passadas, Reflexões

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1 comentario

Responder ★ Propietario
13:18 Eel 5 Ee diciembre Ee 2012 
Ótimo texto Rafael,
Agradeço de coração por compartilhar conosco.

Grande Abraço